sábado, 2 de maio de 2009

PARTE 05

MÚGIDOS ASMÁTICOS

Depois de ter seu destino revelado, Chali dobrou o envelope e colocou-o no bolso da camisa sabendo que não havia outra coisa a fazer senão dormir. Enquanto isso Packers estava acordando, embaixo de lençóis e de Dionei. “Oi querido!” Disse o preto remelento. “Bom dia meu vinagrete suculento!” Respondeu Packers. Ele pensava em como andava esquecido, e assim chupou seu dedão lindo e falou, com a boca cheia de baba, remela e dedão “Porque não levantamos e estupramos algumas freiras pela rua?” Dionei não gostou muito da ideia, afinal as mulheres não o atraiam. Porém a idéia de estuprar alguém atiçou seus instintos. Saíram na rua deleitando-se em freiras, mas como os dois sujeitos eram dignos de muito respeito às mulheres, estupraram só as sexagenárias. Dionei adorava a idéia de masturbar-se chafurdando nas pelancas idosas de freiras sebosas. Porém, no meio de tal ato de desrespeito pela religião, Packers recebe o capeta em seu corpo e começa a bufar. "Eu sou o Pato Donald!" Urrava Packers, enquanto destruía os ânus das pobres freiras anciãs. "Eu sou o tio patinhas!" As freiras, porém, em maior número dominaram Packers e começaram a orar por ele num ato de expulsão demoníaca límpida e magnificente. Packers insistia, sofrendo contrações fortíssimas e gritando "Jesuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus!" Foi quando ele vomitou e se cagou inteiro, tendo uma secreção universal. Então lembrou-se do infeliz que estava olhando para o seu dedão sendo chupado no metrô, em 1974. Chali. Dionei percebeu no que Packers estava pensando, e, além disso, sentiu ciúmes, pois o capeta preferira baixar em Packers do que nele. Então, urrou como um leão na savana, e correu para casa. Dionei virou vereador em uma província longínqua e nunca mais foi visto pelo universo. Packers se encheu das freiras e se escondeu no matagal por alguns dias, se alimentando apenas do couro seco de seus calcanhares. Após um tempo solitário, sem tomar banho e com pelos encravados escorrendo pus pelo corpo todo, Packers sentiu uma estranha saudade de seu irmão Selma. Ele sabia que seu irmão o odiava, e desejava cortar suas bolas, frita-las na chapa com azeite de oliva e degustá-las deliciosamente, mas mesmo assim saiu a sua procura. Então Packers Chalers (esse era seu sobrenome) começou a correr pelo mundo em busca de Selma. Em uma de suas longas corridas uma jumenta quebrou sua perna esquerda, a perna que ele mais gostava nele mesmo. Foi horrível. Como uma jumenta pode quebrar a perna de alguém que esta correndo é algo que não deve ser explicado para não confundir a mente de pobres mortais assim como você, ó, caro leitor. Packers pensou “Vou para uma loja de papéis!” Chegando lá, disse ao vendedor “Olá, eu gostaria muito de comprar todas as folhas de papéis que existem no mundo inteiro! E também de um copo com água!” O vendedor falou “Eu não vou negar.” Packers acrescentou ”A propósito, quero que você enfie uma cartolina enrolada no meu cú e faça som de berrante!” O vendedor, desiludido, usou o bordão “Senhor, o cliente tem sempre razão Senhor!” E em segundos enrolou a cartolina mais dura da galáxia, enfiou-a grosseiramente no rabo peludo e sujo de Packers, aonde se localizavam a maior quantidade de pelos encravados rodeados de pus seca e fétida, e ao invés de fazer som de berrante cantou o hit "Se eu pudesse eu berrava mil" Neste momento, Packers sentiu outra revelação chegando e urrou, enquanto caíam pedaços de comida mastigada de sua boca nojenta e azeda: “ROQUE!” O vendedor parou de cantar e questionou pálido e incrédulo “Como o senhor sabe o meu nome, senhor?” Packers respondeu “Senti na vibração de sua voz incrível vibrando meu cú e em tudo que vem acima!” E em seguida vomitou como se tivesse vomitado muito. Subitamente, Roque, o pobre anão indefeso, exprime um grito absolutamente feminino, apontando para o vaso sanitário "Ai meu Deus, quem é ele?!" Acredite, ó, caro e séptico leitor, Selma o gigante, o caminhoneiro, o irmão raivoso, o evangélico, em carne, osso, banha e várias outras substâncias, estava brotando do vaso sanitário nu, e com um pepino muito grande na mão! Naquele momento, Packers, com a cartolina no cú, Roque, o anão sagaz vendedor de papéis, e Selma, o caminhoneiro pelado com o pepino na mão começaram a mugir como vacas universais. Roque sabia que ali seria feito um molho de sentimentos, lembranças, remorsos, e muito sangue, e ele não era um dos ingredientes, foi aí que o anão correu para casa e se trancou no porão. Selma atirou o pepino em Packers Chalers, que tentou se esquivar. E quando o pepino caiu no chão partiu-se ao meio, como o parentesco entre Packers e Selma. Entre eles não havia mais nada além de um sentimento assassino, e ambos sabiam que só um deles sairia vivo daquela papelaria. Assim começou uma batalha muito peculiar. Cada um juntou seu pedaço de pepino molhado e fizeram um desafio, que era tradição na família Chalers, sempre que dois membros da família tivessem algum conflito, este seria resolvido na base da pepinada, quem enfiasse o pepino no cú do outro, sairia vivo e gratificado pelo universo inteiro. Packers lembrou das imagens que via na Bíblia ilustrada, nas quais Davi acertava uma pedra na cabeça de Golías, e decidiu que ali ele seria Davi, Selma seria Golías, e não haveria pedrada na cabeça, mas sim uma bela e pura pepinada no reto. Foi quando Selma deixou escorregar o pepino, fazendo-o resvalar na cartolina enfiada no cú de Packers, que como em um filme de mistério e sedução, foi vagarosamente em direção ao reto de Packers. Este lembrou-se do quanto era delicioso sentir o pepino de Dionei adentrando o seu maravilhoso ser, e deixou que acontece-se, por mais que isso lhe custa-se a sua miserável vida. "Entra pepinão desgraçado!" Urrava Packers enquanto a pus do seu cú se derretia, de forma lubrificante. E assim foi feito, o pepino entrou lentamente, roçando o orifício sul de Packers, que gemia e se babava inteiro de uma forma colossal. Depois de roubar uma resma de papel da loja, Selma foi rumo ao seu caminhão e foi embora com um sentimento de realização magnífico tomando todo o seu ser, afinal ele tinha cumprido a sua missão maligna para com o universo. Enquanto isso, dentro da papelaria, o corpo de Pakcers, já sem vida, caiu suavemente no chão e se desintegrou lentamente. Pãcs, que passava por ali, viu metade de um pepino escorrendo sangue enrolado em uma cartolina banhada em pus e coberta por pelos suados, e novamente entrou em coma. Que será?

R. C. leu, delirou e desenhou isto tudo acima.

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