sexta-feira, 24 de julho de 2009

PARTE 09

QUANDO O CALDO BORBULHA
Chali já vomitara mais de mil vezes antes, mas aquele vômito era com certeza mais oleoso, pegajoso e azedo do que qualquer vomito interplanetário. Era um vômito curioso, pois cheirava a merda fermentada. Estava realmente azedo, e Chali pensava em como aquilo tudo era azedo. Após se descobrir daquele véu gosmento de bílis e vômito, Chali avistou aquilo que seria a figura mais humilde naquele posto de gasolina. Um homenzinho baixinho e barrigudo, usando óculos de aviador e uma boina olhava para Chali com um rosto sem expressão e resmungava: "Argh, essa merda ... caguei ... comi tudo ... e tal ... agora vomitei ... nesse cara ... vou comer de novo ..." Chali suou. enquanto o homem chupava o vômito cremoso de seu corpo, vieram muitas coisas à cabeça de Chali, e entre essas coisas, vieram coisas realmente estranhas, e entre essas cosias estranhas, vieram coisas inexplicáveis, e entre essas coisas inexplicáveis, vinha o som de Tim Maia, estranhamente no seu âmbito anal. Aquilo realmente era familiar. Foi quando o homem urrou com voz fanha: "Me dêêê motivo!" Chali levantou-se assustado e plantou uma bananeira de emoção. E, sem saber que faria a alegria daquele homem de boina, Chali começou a defecar, alí, plantando bananeira. Aquele cocô mole e morno escorreu pela sua coluna, chegou a sua nuca e desgruvinhou em seu cabelo crespo. Um cheiro de fossão velho aplainou-se naquele ar. O cheiro de cocô era imenso, sim, era cocô pra valer. O homem tirou os óculos boqueaberto, caiu de joelhos no chão e foi engatinhando até a poça de excremento que se formava logo abaixo da cabeça de Chali. O homem lambeu aquilo tudo com a sede de um camelo no deserto. Chali ria de alegria. E enquanto o homem com cara de fimose sugava aquele monte de bolo fecal, Chali sentiu pena. Não queria deixar o homem alí, sozinho. Então o guerreiro Chali pôs-se a comer o próprio cocô alí mesmo, na frente dele e de mais de 23 curiosos que formaram um círculo para ver aquela obra do tinhoso. As pessoas se alvoroçavam, queriam ver o ato fecal-gastronômico, e jogavam moedas, sim, jogavam muito forte moedas nas orelas de Chali e do homem, enquanto o par de comilões se deliciava com o mais puro cocô do universo. Mas, para a tristesa dos espectadores o cocô acabou. Do cú de um, direto para o estomago do outro. Aplausos procederam o espetáculo. Porém, subitamente, Chali falou: "Queria tanto ouvir Tim Maia agora!" O homem olhou para Chali e falou com a sua voz problemática. Uma mistura de fanhês com gagueira, aflição e hiperatividade: "Qué Tim? Qué Tim? Qué Tim? Tão Péra ... péra ... péra aí ... vo pegá ... vo pegá ... vo Pegá lá!" Saiu correndo e babando até chegar a um pobre búfalo que dormia na sombra de uma castanheira. Enfiou meio braço no cu do bufalo e voltou gritando e apontando para um papel que acabara de tirar do ânus do animal que continuou dormindo. O homem gritava muito, se esganifando. E estava gritanado numa lingua que não era de Jesus. Algo como um dialeto dos índios violentadores de codorna da Ilha de Sumatra. Mas não, era uma outra língua. Chali se esforçou para ouvir até que conseuiu decifrar o quê dizia o pobre homem de fala ligeira: "Ta aí óóó ... ta aí óóó! É ele ... é eeele! ... Queria o Tim? Tá aí ó! É Tim! É Tim!" O homem babava suor. E depois que olhou para aquilo que estava na mão do homem, Chali começou a suar saliva! Era uma foto. Uma foto de Tim Maia. Uma foto de Tim Maia vivo, de cabelos e barbas brancas, morando num iglu na neve. Chali começou a gaguejar, e a mugir, então latiu e urrou: “Se eu pudesse eu encontrava mil!” E saiu correndo. Correu mais de 16 milhas e pensou: “Que falta de educação, não pedi ao senhor com cara de fimose o nome dele.” Voltou correndo as 16 milhas, até que encontrou o homem, cheio de cocô no corpo e com o pênis ereto. "Qual é o seu nome?" perguntou o tímido Chali. "Álvaro, meu filho! Mas lá em São Paulo sou conhecido como Álvaro Cocô!" E voltou a chafurdar seu pênis em uma porção de cocô melado. Enquanto ia embora pensativo Chali ouvia Álvaro gritando "Cocô! Quero muito! Cadê? Cadê? Cê viu? Eu não! Cadê! Cocô! Só transo com cocô!" Álvaro era o nome, agora Chali sabia. Mas, e Tim Maia? Onde estaria o gorducho Tim? Agora que Chali sabia que Tim estava vivo queria que ele tocasse ao vivo no ritual do fim do mundo. Chali pensou em recorrer a Pãcs e Roque, para voltar no tempo e resgatar tudo que existe de bom na natureza. E aproveitanado a viajem, Chaliresgataria Packers, o falecido com um pepino na mão. E agora? Chali limpou melhor a foto que estava cheia de merda de búfalo e, enquanto lambia os dedos, olhava detalhes antes não vistos da foto. Atrás do iglu haviam renas e tim estava todo vestido de vermelho sentado ao lado de um gigantesco saco. Chali por um momento achou aquilo familiar. Mas acabou dormindo em pé. HO HO HO! Que será?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

PARTE 08

CALAFRIOS EFERVESCENTES

Chali acordou após a explosão que acabara de ocorrer em seu cú falante já pensando em se levantar, mas algo incrível aconteceu. Chali sentiu que algo iria vomitar-lhe na sua cara oleosa e amanteigada. Queria suspirar mas seu coraçãozinho incontrolado derramava fortes impactos cristãos e unigélidos, até que aquilo que estava prestes a dar urros cremosos em sua cara começou a tropeçar. Tropeçou no infinito e lá ficou suspenso pela eternidade. O tempo parecia estar andando lentamente, e um sentimento de paz dominava a aura do menino que um dia fora molestado pela Igreja. Sentimentos de pura simplicidade enlouqueciam o joelho de Chali. O pobre cagão do universo via cocôs cheios de chepas de cabelo urrando "abóboras brancas!", em um som que mais parecia urrar "abóboras não-brancas!". Chali confundiu-se e naquele exato milésimo de segundo os cocôs catarravam cores para todos os lados, contando com a frente e com o lado esquerdo daquele infinito infinitamente sem fim e eterno. A visão de Chali se ampliava a cada instante, permitindo que ele visse que envolta do infinito haviam vacas brilhantes, que brilhavam como a luz que iluminava a iluminação da luminosidade luminosa existencial de cada ser que existia em meio a todo aquele infinito que agora ele podia ver, podia entender, podia até sentir os odores. E eram odores fortes. Cheiravam enxofre ao sol! E tudo aquilo que era iluminado pela luz que iliminava a iluminação da luminosidade luminosa de cada ser que existia em meio a todo aquele infinito que ele podia ver, eram de apenas 3 cores, aquelas que ele mais gostava. Mas as cores se multiplicavam cada vez mais em tudo aquilo que ele via com seus próprios olhos oftalmológicos e no fim, tudo era aquilo que ele via. Vacas brilhantes e cocôs com chepas de cabelo humilde e simples. A humildade e a simplicidade daquela momentaneidade lembravam Chali da maternidade onde não havia maldade nem desigualdade, apenas bondade e sinceridade. Como era lindo sentir aquilo, pensou ele. E quanto mais Chali sentia satisfação mais as cores se multiplicavam e se misturavam, o cocô derretia e escorria no infinito e as vacas urravam eufóricas. Foi aí que os anjos apareceram. Os anjos não gritavam, nem urravam, muito menos falavam, tampouco sussurravam, sequer cochichavam e nem ao menos emitiam gases. Os anjos emitiam luzes de pensamento puro, cristalino e enxaguante para Chali, que apenas agonizava e gralhava “Cocô abençoado! Cocô abençoado!” Chali parou. Não falou e tampouco se impressionou. Apenas falou arrotando “Se eu pudesse eu entendia mil!” Porém o arroto de Chali fora sufocado pelas luzes emitidas pelos anjos. Luzes estas que vinham acompanhadas de um som de órgão alucinante que arrebatava o coração de Chali a cada nota. Chali sentia um prazer imensamente sufocante que o elevava aos mais altos níveis da consciência. Chegou a pensar que estava morto, mas isso não importava. Afinal, pensou chali, se aquilo fosse estar morto,“Se eu pudesse eu morria mil!” Sim, morria mil! E mil era o numero somado e multiplicado de vezes que chali pensava em ejacular naquele instante. Se ele pudesse, ele gozava mil. Mil litros de esperma da mais adstringente consistência e de um odor muito parecido àquele enxofre seco e miserável como os mais oculares óculos que o oculismo já teve o prazer de ocludir. Chali parou. O cocô sumiu, o cabelo sumiu, e as cores universais sumiram. Aquela coisa que estava prestes a vomitar na cara de Chali agora aparecia em pensamento na mente de Chali. Cocô era seu sobrenome. Angústia e coisa ruim passaram pelo peito mal pago de Chali. O infinito começou a ficar ofuscado. Chali forçava os olhos para ver, mas não conseguia. Aliás, parecia que o infinito estava se transformando em um rosto de alguém muito feio de boca aberta. As vacas começaram a perder a luminosidade, e Chali pode ver que elas estavam num pasto atrás do cara feio. E o mais incrível é que eram só vacas! Só vacas mesmo! Aquele incrível e magnificente 1 segundo de sua vida havia terminado, e o último som que Chali ouviu foi um “UUURRRHHHHGGG!!!”. Enquanto Chali era cegado pelo vômito, pensava “Que(m) será?”

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PARTE 07

28 Libras

Enquanto andava pelas ruas, Chali recordou-se do trecho da carta mandiocal em que estava escrito: "Caso você compreenda e aceite seu destino, peide muito e nós entenderemos. Esse será o sinal." Ele realmente estava disposto a peidar e pensou: “preciso peidar como se eu realmente precisasse peidar peidos flatulentos.” Chali, como sempre foi muito cagão, achou que sua missão seria fácil. O que era um peido para quem cagava litros e mais litros de merda pura e quente? Porém, de alguma forma, o orifício negro de Chali se recusava a abrir-se para o universo num ato de liberação gasosa, entrando assim num estado de reclusão total e absoluta. Chali começou a suar. Suava tanto que seu corpo esguichava jatos latentes de suor. O nervosismo tomava conta dele como se fosse a primeira vez em que Chali comia manteiga de cacau na vida. Chali estava molhadinho. Molhadinho como a vagina pura de uma virgem que está experimentando pela primeira vez as carícias nas regiões erógenas de seu corpo. E tudo aquilo estava sendo alucinante para seu estômago e pâncreas. Era muita angústia para um simples peido. Chali apelou para a segunda opção, enganar as mandiocas. O inocente Chali correu para um canto escuro e se agachou olhando para os lados, imaginando que podia enganar as Mandiocas-Galáticas como num jogo de pique-esconde. Colocou sua mão em forma de concha em baixo do seu sovaco úmido e deleitou-se a fingir peidos mágicos. O cheiro não era de cocô, mas sim de um amontoado de abóboras suadas. O céu ficou turvo. Chali ouviu mugidos vindos dos céus. E foi do céu que saiu um moleque nu e com cor de cuia, gritando: "NANANINANÃÃÃÃÃÃO CHALIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII", envolta do assustado, e agora envergonhado Chali. Chali urrou. Não estava tentando peidar, mas sim, emitir gases falsos. agora ele tentava ludibriar as mandiocas lindas comprando um CD de peidos. E assim, Chali pôs-se de quatro para fazer playback cover de peidos. Estranhamente, ao invés de o CD tocar o som dos peidos, alguém, que parecia ser um padre, pelo sotaque italiano, falava "Não!" e "Espiriti Santi!" intercaladamente e repetidamente pela eternidade. Chali estava acabado. Suado, fedendo granja com repolho e, além do mais, humilhado. Pior do que fingir com o sovaco que peida, é se vangloriar do peido dos outros. Não havia mais solução. Chali estava com todas as células do seu corpo chorando e vomitando, num coral de cera de ouvido mágico e matusaleneano. Chali deixou de fraquejar, e pôs-se a fazer de tudo para peidar peidos dele mesmo e próprios de seu ser que era ele. Invadiu, então, uma venda e comeu todas as cabeças de repolho e todos os ovos do mundo que existiam naquele pequeno mundo que era a venda onde o mundo estava naquele momento. No mesmo instante, o repolho começou a fermentar no estômago de Chali. Chali pulsava de alegria com a luz do universo. Começou a urrar selvagemente com seu cú “Vou peidar! Vou peidar seu velho filho de uma puta desgraçado! Cadela no cio! Peida filho da puta! Peida!" Mas seu cú se negava, e estava decido a não peidar. Chali sabia disso, afinal o cú era dele, e eles se conheciam de longa data. Então Chali sentou-se sobre uma urtigueira. Ali se pôs a meditar até atingir o nirvana, e conseguir conversar psicologicamente com seu próprio cú. Foi um momento mágico! "Pô cuzinho, por que você não peida? Sempre te tratei do melhor grado. Você sempre cooperou comigo. Peida caralho!" Antes de prosseguir com o diálogo, devo ressaltar que o cú de chali era o ser mais culto do universo. Disse ele: "Ó, meu caro, me carregaste a vida toda, e nunca neguei-te nada. Mas cheguei a um ponto, em que a fadiga me consumiu." Chali, com toda a vergonha do mundo, tentou seduzir o cultíssimo ânus para o seu mundo de sentimentos e bergamotas. "Cú, pare de fazer biquinho. Peide, só uma bufinha." Chali olhava para o cuzão e sentia água na boca. Não se sabe por quê, mas sentia muita água na boca. "Meu amigo, sabes bem que as mandiocas escreveram, 'peide muito' e não 'solte uma bufinha'. Posso soltar gases magnificamente barulhentos e fétidos se quiseres, afinal, antes de meu amigo és meu amo, e devo obedecer tuas ordens. Porém, esta custará a minha vida. Tu terás que defecar, soltar gases e similares pela boca pelo resto da vida. Se é isso que queres, estou pronto! Só peço que me acaricie amorosamente pela última vez!" Chali estava indeciso. Colocou o dedinho na boca e chupou-o, buscando inspiração. Mas antes de sucumbir ao universo vomitante excremental, tentou o último truque. Chali foi a um posto de gasolina, enfiou a bomba de encher pneus em seu cú e calibou 28 libras. Sim, ele conseguiu. Além de reavivar seu cú com a refrescância daquele ar, derrubou casas e jogou búfalos a quilômetros de distância! Esse fenômeno ficou conhecido como "as montanhas rochosas movidas por abacates líberos de futvolei". Afinal, porque os líberos de futvolei não estariam ali naquele momento, certo? Chali peidara tanto que ficou sem ar, e mesmo após cumprir sua missão, seu cú frouxo continuava a soltar cuspidelas de gás fervente. O desmaio que procedeu o peido foi inevitável. O desmaio de Chali foi imenso. Nunca tinha desmaiado tão desmaiadamente antes. E seu cú culto, após jorrar litros e litros de gás uniforme, sucumbiu a uma inflamação das pregas. Mas o importante é que comunicado tinha sido dado. Enquanto estava desmaiado, Chali teve incontáveis delírios com polentas pulando de pára-quedas, e carpas jogando poker. Mas o que ficou marcado em sua memória foi a cena de Packers vestido de defunto, de quatro, no topo da pirâmide de Gizé, batendo na bunda com uma pamonha. Nos pés da pirâmide estavam Roque e Pãcs tocando incontrolavelmente. E o bumbo da bateria de Roque era um relógio, no qual os ponteiros andavam ao contrario. Mesmo inconsciente, Chali se perguntava: “Que será?”

Mais uma contribuição do ilustríssimo Sr. R. C.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

PARTE 06

SOUL BROTHERS

Chali acordou decidido a iniciar sua épica jornada até o fim dos tempos. Coçou a remela seca e lambeu os dedos, e junto com a remela seca, lembrou-se que seucoração havia secado como a remela seca que secou como seu coração. Pôs-se a tossir muito, a fim de umedecer seu coração. Com o coração encharcado de uma umidade sem fim, saltitou até a sala, onde fez seus alongamentos matinais ouvindo "se eu pudesse alongava 1000", a faixa bônus do cd da Banda 1000. Depois de finalizar seu alongamento corpóreo e intestinal, a música terminou e começou outra que já era sucesso entre os relaxados da redondeza, "se eu pudesse eu cagava 1000", e junto com a faixa, entrou Roque voando por sobre as 7 camadas de janelas da casa de Chali. O anão desliza sobre o cocô mole, resultado do excessivo alongamento intestinal praticado por Chali, e pula nas costas do mesmo, executando um "Hollywood Backflip Download", que era um dos mais de 23468732573 saltos que Roque havia aprendido com o pai, Nov Dezenov, um renomado bailarino russo. Sim, o Hollywood Backflip Download, chamado por Roque de “O Famoso Salto do Arizona”. Chali, depois de sofrer um infarto do miocárdio suspirou: ROQUE! Chali se perguntava por que Roque fazia aquilo toda manhã, e resolveu não se perguntar mais e sim perguntar a Roque. Assim o fez, imaginando que a resposta seria "faço isso por que gosto de correr, de pular, do sol, das plantas e dos animais". Mas Roque disse que era porque ele comia amendoim com casca, e isso o fazia se sentir tão bem que ele perdia o controle de seu pequeno corpo. O maior problema era a depressão que Roque sofria após cagar os pobres amendoins. Ele via as cascas digeridas transformadas em cocô anão e aquilo ia alimentando sua angústia. Até que um dia Roque foi ao médico, e o médico descobriu a solução para todo o seu universo vivo: comer amendoim sem casca. Mas Roque ignorava as ordens médicas afinal ele tinha uma banda, e é isso que as pessoas que tem banda fazem, ignoram os médicos e comem amendoins com casca. A partir disso Roque saiu na rua berrando “tô cagando pra casca do amendoim!”, e soltando seus “hollywoods backflips downloads e seus “googles internets softslides”, até que em uma de suas manobras caiu no colo de Chali. Caiu, e lá ficou desmaiado em posição fetal. Até que, subitamente, uma pessoa grotescamente gigante, babando margarina e com pus nos olhos derruba a parede da casa de Chali, e entra urrando como um grande porco aos orgasmos. Sim. Pãcs. "Jesus me lubrifica!" gritou Chali, com uma voz bastante esgraminhada. "Quero lamber toda essa pus!" acrescentou. E Assim o fez, de forma incontrolável, até que foi interrompido por uma frase que o fez parar. "Packers, um dia te mutilo!" Pãcs contou que ele havia visto um caminhão indo embora com essa frase no parachoque, logo depois que acordou do último coma, e quando olhou para o lado viu uma cartolina enrolada, escorrendo todas as substancias liquidas que podem sair de um ser vivo. O que mais o chamou a atenção era o esperma e sua espessura e cheiro fortes. O mais impressionante foi ver Chali chupando o seu próprio ranho e lágrimas enquanto ouvia essa história. Chali não cagou. Chali não peidou. Apenas chupou três litros de ranho da melhor qualidade. O nome Packers fez Chali lembrar de ciúmes, tristeza e traição assim como naquela novela mexicana, “las ninãs e los danoninõs”. No meio desse emaranhado de acontecimentos e sentimentos desperta o anão vendedor de papéis. Depois de executar com exímia perfeição um alucinante e sapeca “Johnny Keyboard Manflip”, Roque admitiu que enfiou uma cartolina dura no cú de um infeliz de cú fedido. Chali foi as lárimas. Estava tudo acabado. Como iria ele realizar o ritual sem Packers? Suado, e em meio àquele desespero, Chali começou a cagar. E não foi qualquer cocoznho humilde não. Foi uma bosta quente e completamente mole. E não foi pouco. Dava pra comer e lamber os beiços. Mas por mais apetitoso que estivesse o escremento, Chali perdera a fome e pôs-se a pensar em uma solução. Até que num ato absolutamente inesperado, Roque diz, inexplicavelmente, num sotaque mano da porra "truta, bora voltar no tempo, é nóis". Desmaiou novamente em seguida. Pãcs olhou assustado para o anão amarelo desmaiado e toda a sua pus estourou num ato lisérgico de universo celular, e também desmaiou. Chali, sozinho no mundo, pôs se a cantarolar “se eu pudesse eu voltava 1000!”. Chali deixou os desmaiados, deixou o cocô mole, deixou seu lar, e caminhou pensando na idéia brilhante de Roque, pensando que talvez fosse aquela a missão de seus compadres no universo, ajudá-lo a voltar no tempo e recuperar o cordeiro Packers. A ultima imagem vista na cena da visão, foi Chali saindo de casa em direção ao universo fornicando cabritos loucos. Um monte de bosta de búfala que estava na rua, começou a derreter e escorrer pela rua formando os dizeres “que será?”

sábado, 2 de maio de 2009

PARTE 05

MÚGIDOS ASMÁTICOS

Depois de ter seu destino revelado, Chali dobrou o envelope e colocou-o no bolso da camisa sabendo que não havia outra coisa a fazer senão dormir. Enquanto isso Packers estava acordando, embaixo de lençóis e de Dionei. “Oi querido!” Disse o preto remelento. “Bom dia meu vinagrete suculento!” Respondeu Packers. Ele pensava em como andava esquecido, e assim chupou seu dedão lindo e falou, com a boca cheia de baba, remela e dedão “Porque não levantamos e estupramos algumas freiras pela rua?” Dionei não gostou muito da ideia, afinal as mulheres não o atraiam. Porém a idéia de estuprar alguém atiçou seus instintos. Saíram na rua deleitando-se em freiras, mas como os dois sujeitos eram dignos de muito respeito às mulheres, estupraram só as sexagenárias. Dionei adorava a idéia de masturbar-se chafurdando nas pelancas idosas de freiras sebosas. Porém, no meio de tal ato de desrespeito pela religião, Packers recebe o capeta em seu corpo e começa a bufar. "Eu sou o Pato Donald!" Urrava Packers, enquanto destruía os ânus das pobres freiras anciãs. "Eu sou o tio patinhas!" As freiras, porém, em maior número dominaram Packers e começaram a orar por ele num ato de expulsão demoníaca límpida e magnificente. Packers insistia, sofrendo contrações fortíssimas e gritando "Jesuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus!" Foi quando ele vomitou e se cagou inteiro, tendo uma secreção universal. Então lembrou-se do infeliz que estava olhando para o seu dedão sendo chupado no metrô, em 1974. Chali. Dionei percebeu no que Packers estava pensando, e, além disso, sentiu ciúmes, pois o capeta preferira baixar em Packers do que nele. Então, urrou como um leão na savana, e correu para casa. Dionei virou vereador em uma província longínqua e nunca mais foi visto pelo universo. Packers se encheu das freiras e se escondeu no matagal por alguns dias, se alimentando apenas do couro seco de seus calcanhares. Após um tempo solitário, sem tomar banho e com pelos encravados escorrendo pus pelo corpo todo, Packers sentiu uma estranha saudade de seu irmão Selma. Ele sabia que seu irmão o odiava, e desejava cortar suas bolas, frita-las na chapa com azeite de oliva e degustá-las deliciosamente, mas mesmo assim saiu a sua procura. Então Packers Chalers (esse era seu sobrenome) começou a correr pelo mundo em busca de Selma. Em uma de suas longas corridas uma jumenta quebrou sua perna esquerda, a perna que ele mais gostava nele mesmo. Foi horrível. Como uma jumenta pode quebrar a perna de alguém que esta correndo é algo que não deve ser explicado para não confundir a mente de pobres mortais assim como você, ó, caro leitor. Packers pensou “Vou para uma loja de papéis!” Chegando lá, disse ao vendedor “Olá, eu gostaria muito de comprar todas as folhas de papéis que existem no mundo inteiro! E também de um copo com água!” O vendedor falou “Eu não vou negar.” Packers acrescentou ”A propósito, quero que você enfie uma cartolina enrolada no meu cú e faça som de berrante!” O vendedor, desiludido, usou o bordão “Senhor, o cliente tem sempre razão Senhor!” E em segundos enrolou a cartolina mais dura da galáxia, enfiou-a grosseiramente no rabo peludo e sujo de Packers, aonde se localizavam a maior quantidade de pelos encravados rodeados de pus seca e fétida, e ao invés de fazer som de berrante cantou o hit "Se eu pudesse eu berrava mil" Neste momento, Packers sentiu outra revelação chegando e urrou, enquanto caíam pedaços de comida mastigada de sua boca nojenta e azeda: “ROQUE!” O vendedor parou de cantar e questionou pálido e incrédulo “Como o senhor sabe o meu nome, senhor?” Packers respondeu “Senti na vibração de sua voz incrível vibrando meu cú e em tudo que vem acima!” E em seguida vomitou como se tivesse vomitado muito. Subitamente, Roque, o pobre anão indefeso, exprime um grito absolutamente feminino, apontando para o vaso sanitário "Ai meu Deus, quem é ele?!" Acredite, ó, caro e séptico leitor, Selma o gigante, o caminhoneiro, o irmão raivoso, o evangélico, em carne, osso, banha e várias outras substâncias, estava brotando do vaso sanitário nu, e com um pepino muito grande na mão! Naquele momento, Packers, com a cartolina no cú, Roque, o anão sagaz vendedor de papéis, e Selma, o caminhoneiro pelado com o pepino na mão começaram a mugir como vacas universais. Roque sabia que ali seria feito um molho de sentimentos, lembranças, remorsos, e muito sangue, e ele não era um dos ingredientes, foi aí que o anão correu para casa e se trancou no porão. Selma atirou o pepino em Packers Chalers, que tentou se esquivar. E quando o pepino caiu no chão partiu-se ao meio, como o parentesco entre Packers e Selma. Entre eles não havia mais nada além de um sentimento assassino, e ambos sabiam que só um deles sairia vivo daquela papelaria. Assim começou uma batalha muito peculiar. Cada um juntou seu pedaço de pepino molhado e fizeram um desafio, que era tradição na família Chalers, sempre que dois membros da família tivessem algum conflito, este seria resolvido na base da pepinada, quem enfiasse o pepino no cú do outro, sairia vivo e gratificado pelo universo inteiro. Packers lembrou das imagens que via na Bíblia ilustrada, nas quais Davi acertava uma pedra na cabeça de Golías, e decidiu que ali ele seria Davi, Selma seria Golías, e não haveria pedrada na cabeça, mas sim uma bela e pura pepinada no reto. Foi quando Selma deixou escorregar o pepino, fazendo-o resvalar na cartolina enfiada no cú de Packers, que como em um filme de mistério e sedução, foi vagarosamente em direção ao reto de Packers. Este lembrou-se do quanto era delicioso sentir o pepino de Dionei adentrando o seu maravilhoso ser, e deixou que acontece-se, por mais que isso lhe custa-se a sua miserável vida. "Entra pepinão desgraçado!" Urrava Packers enquanto a pus do seu cú se derretia, de forma lubrificante. E assim foi feito, o pepino entrou lentamente, roçando o orifício sul de Packers, que gemia e se babava inteiro de uma forma colossal. Depois de roubar uma resma de papel da loja, Selma foi rumo ao seu caminhão e foi embora com um sentimento de realização magnífico tomando todo o seu ser, afinal ele tinha cumprido a sua missão maligna para com o universo. Enquanto isso, dentro da papelaria, o corpo de Pakcers, já sem vida, caiu suavemente no chão e se desintegrou lentamente. Pãcs, que passava por ali, viu metade de um pepino escorrendo sangue enrolado em uma cartolina banhada em pus e coberta por pelos suados, e novamente entrou em coma. Que será?

R. C. leu, delirou e desenhou isto tudo acima.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

PARTE 04

SOBRE O GENESIS E O APOCALIPSE

Chali acordou suado, abriu a caixa de correio temeroso, pegou trêmulo o envelope e o leu atenciosamente:

Na Primeira Era, quando houveram Deus, o Dilúvio, as 2 Grandes Guerras Mundiais, e a devastação atômica em 2050, houve apenas um remanescente da raça humana, Sílvio Santos, também conhecido como Matusalém-Reloaded. Convicto de que era o último de sua era decidiu entrar em contato conosco, as Mandiocas-Galácticas, para dar detalhes de seu plano suicida que consistia, basicamente, em explodir o planeta e renovar o universo. Logo abaixo, A Saga de Sílvio está descrita detalhadamente, e esperamos que você, Chali, realize seu sonho e compreenda como “nasceu o universo”:

“Muitos dias após a explosão das ogivas russas em todas as capitais nacionais do planeta Sílvio, o pupilo de Matusalém, acordou nu, sem saber onde estava, e notou que havia óleo por todo o seu corpo. “Caralho! Que vontade de defecar!” Disse ele. E foi assim que Sílvio experimentou o doce gosto do excremento pela primeira vez. Saciado, decidiu caminhar ruma à praia destruída de Copacabana, tomou cerveja caracu e um ovo cru, que estavam caídos na areia. Comeu também o cu de uma selvagem puta barateira que estava morta, e sem os braços. Ficou se questionando se aquilo tudo ainda tinha algum valor. Mas percebeu que os valores não tinham importância no momento, tal como o cocô, os búfalos e o universo. Então o pupilo ranhento lembrou-se de suas fezes e pensou: “Será que eu vomito?”. Infelizmente não houve tempo para decidir. Depois da enorme vomitada ficou chateado e começou andar sem rumo. Andou, andou e andou. Andou sobre o mar até o Egito, onde iniciou o secreto Ritual da Explosão Universal. Sílvio “Matusalém-Reloaded” Santos trepou com um cabrito em cima da Pirâmide de Gizé, ouvindo Tim Maia. O universo já começara a se contorcer, o céu ficou verde, e ondas de radiação começavam a sair das entranhas do cabrito. Havia muita informação a ser assimilada, e Sílvio teve um colapso nervoso que paralisou seu corpo do pescoço para baixo, entrando assim no estágio final do processo de explosão universal, que consistia em chupar o próprio peru e comer pamonha ao mesmo tempo até explodir. E assim foi feito, Sílvio deu início ao Boquete Épico, enquanto jorrava pamonha de algum lugar dos céus sobre à sua cabeça. Comeu, chupou, comeu, chupou, comeu, chupou até que chegou ao ápice. Vomitou, cagou, esporrou e, assim, “explodiu o universo” dando início a esta que é a Segunda Era da humanidade.”

Chali, depois de nosso primeiro contato, tivemos certeza de que você será o sucessor de Sílvio “Matusalém-Reloaded” Santos, pela sua incrível capacidade de vomitar, defecar e fazer outras coisas similares. Isso demonstra que você pode dominar a técnica da Explosão Universal, para acabar de novo com tudo e todos nesse universo horrendo. Nada na sua vida tem sentido, nem a banda, nem Selma, nem Roque, nem Pãcs e nem Dionei Dionei, apenas Packers, que substituirá o cabrito no novo ritual. Caso você compreenda e aceite seu destino, peide muito e nós entenderemos. Esse será o sinal.

O quê mais dizer, ó, caro leitor, senão, “que será?”

 

sexta-feira, 17 de abril de 2009

PARTE 03

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BORBOLETAS, EVANGÉLICOS E TODAS AS COISAS FLUTUANTES DE UMA GALÁXIA ÚMIDA
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Enquanto Chali boiava nas águas gélidas, pensou: "o que será de Packers agora?”. Ele estava vendo a imagem de Packers à sua frente enquanto boiava atordoado. Até que de repente o rosto de Packers se transformou em uma gigante cachoeira logo a sua frente. Chali pensou que talvez fosse necessário nadar até a borda. Então nadou, e descobriu que lá havia uma plantação de pepinos. Aproveitou o clima doce do universo para matar a fome comendo milhares de dezenas de unidades de pepino e aproveitou para levar alguns para sua jornada. Então quando achou que estava sozinho, encontrou dezenas de borboletas lindas pegando fogo. Elas queimavam como brasa de nó de pinho, e voavam leves e inofensivas sobre a cabeça de Chali. Ele sorriu e pensou que se chovesse ia começar a sair fumaça das borboletas, e isso seria muito legal. Muito legal mesmo! Então o inesperado acontece: chove, chove muito e Chali encontra a estrada, o asfalto e as britas. Chali então começa a pedir carona cheio de borboletas fumaçando em seu universo craniano. Um caminhoneiro atendeu as pedidos desesperados de Chali por carona, e parou sob um poça, empapando Chali e as borboletas com a lama mais marrom que poderia existir em qualquer lugar que alguém já tivesse ido no mundo inteiro! Lindamente, Chali tirou a crosta de lama sobre seus olhos e sobrancelhas e subiu no caminhão. Ele quase teve um infarto. O motorista era exatamente igual a Packers, seu amor lindo. Chali titubeou, mas o caminhão já estava andando. As borboletas seguiram seu caminho através da chuva, esperando que algum dia flamejassem novamente. Chali olhou para o motorista com olhos de quem se olha os olhares lindos dos olhos e perguntou: “Packers, é você?” "Não" - O motorista responde. "Mas então qual é o seu nome?!" "Selma" - Responde o caminhoneiro com voz de macho. Chali riu e disse, "Selma?" "É, SELMA!" - Respondeu o caminhoneiro brecando o caminhão e olhando para Chali com o olhar de alguém que não gosta que façam esse tipo de pergunta. "Meu nome é Selma sim, tenho um irmão retardado. Fomos separados no nascimento e agora estou procurando ele. Adoro mandiocas." "Que triste!" exclamou Chali, e continuou "Não sei o que faria se eu fosse retardado... você sabe?" O caminhoneiro respondeu: "Não sei. Sei que pego aquele safado e o marido dele, tal de nego Dionei..." No momento Chali se cagou inteiro, pois percebeu que Selma era irmão gêmeo de Pakcers, e agora ele estava lá, naquele caminhão enlameado e cagado procurando o irmão, assim como ele, procurando o amor ranhento de sua vida. Selma prosseguiu: "Quando o idiota do Dionei se apaixonou por Packers, ele se mijou inteiro". "Ele fazia uma cara de desdém enquanto urinava?" – perguntou Chali. "Sim! E uivava como o universo." – Respondeu Selma. "É ele. Com certeza é esse o cara!" – Afirmou Chali, e ainda acrescentou, dando a cartada final: "Conheço Dionei, e Packers. Tenho dois bodoques e dou beliscões fortes como ninguém. Acho que deveríamos matar eles dois já, e depois correr em volta dos corpos como pessoas que gostam de correr em volta de cadáveres. Entende?" "Massa!"- Selma falou. Aquele caminhão fazia barulho como uma capivara tentando comer repolhos. Chali ficou muito nervoso e sentiu vontade de cagar pela segunda vez. Aproveitando que o caminhão já estava cagado, voltou a cagar aquele cocô inesquecível. "Selma, você me proteje?" – perguntou Chali, temeroso. "Tá!" - Selma era um homem de poucas palavras. Aquela viajem de caminhão durou cerca de 31 horas, e a ultima palavra falada foi aos primeiros 5 minutos de viajem. Nos últimos quilometros da viajem só podiam se sentir 6 coisas dentro da cabine do caminhão: vingança, ódio, rancor, maldade, safadeza, e um cheiro instigante de coco pisado. Depois de mais 150 quilômetros, Selma falou: “Vamos parar!” "Pra quê?! Pra quê vamos parar nessa merda de igreja evangélica? Você é um evangélico trouxa, Selma?" – Disse Chali. "Aham!"- Respondeu Selma, entrando no universo crente. Chali pensou, e chegou a conclusão de que aquela era a hora de se vingar daqueles que causaram seu maior trauma de infância, arrancando seu polegar opositor. Chali se cobriu de cocô, encheu os bolsos e também a boca e invadiu o culto: "Quero ver quem tira o capeta de mim!" Gritou o pobre Chali. Foi até um dos irmãos, arrancou-lhe o dedão esquerdo e falou: "Agora o seu dedo vai servir de rolha para o meu cú!" O irmão ajoelhou-se levantou a mão e disse: "Aleluia!". Chali saiu correndo da igreja e foi caminhando até a sua casa, no Alabama. abandonou Selma e toda a sua vida nojenta. Chegou em casa deitou na mesa de jantar e dormiu por 3 meses. Passados os 3 meses, os vermes já tinham comido o dedão do irmão que ele enfiou no cú, e o cocô secou e virou farinha. Chali levantou, e se sentiu incrivelmente bem! Estava mais maduro, mais disposto, seu cabelo e sua barba haviam crescido, e ele resolveu que o passado estaria enterrado para sempre, sob toda a merda que ele já havia cagado durante toda a sua existência, pois agora caro leitor, era hora de montar uma banda! Uma banda de ROQUE! Chali pegou seu terno amarelo e azul e saiu na rua vomitando e gritando "ROQUE!" Depois de mais de 7 horas gritando e vomitando bílis, chega um anão muito amarelo e pergunta: "Me chamou?" Chali falou: “Não. Só estou gritando ROQUE!” O anão amarelado respondeu sem titubear: "Mas eu sou o Roque." Os dois se entreolharam com o universo lindo e lacrimejante entre eles e sairam à gritar na rua "ROQUE!" Chali não podia acreditar que em apenas sete horas ele havia encontrado o Roque, em carne e osso, por mais que fossa pouca, mas estava ali! Ele podia tocar, mas não ia tocar, não em um anão. Não ia tocar pois seu corpo estava abalado por um sono lindo. Chali enfiou-se em sua casa e dormiu por mais 42 minutos, até às 7 da manhã. E quando chegou a hora, ele levantou da mesa, fez um café, mas não tomou. Ligou a TV, mas não assistiu, e assim se passaram alguns minutos até que ele percebesse que tudo que lhe interessava era o Roque, as gatas e o Pãcs. Pãcs era um cara gordo, que gostava de comer margarina de colher, ele era saxofonista. Ele era irmão de Roque, mas não era anão, não mesmo! Roque tocava uma bateria com bumbo, chimbal e caixa, e achava que poderia fazer o tempo voltar se achasse um ritmo balanceado e o tocasse com Pãcs por 500 dias seguidos. Pãcs conseguiu tocar por no máximo 3 dias, até entrar em coma e depois disso, disse que ia esquecer do Roque, mas não conseguiu. Pois Roque era pequeno e ágil, e seguiu Pãcs até que este se cansa-se. Os três montaram uma banda de jazz no Alabama. Chali era o cantor e o compostor da banda, e decidiu que o nome mais cabível para a banda era 'Que será?', que depois se chamou "Virose". Entretanto, hoje a banda se chama "Banda 1000". Com seus hits "se eu pudesse eu tocava 1000", "se eu pudesse urinava 1000", "se eu pudesse eu cagava 1000", "se eu pudesse eu uivava 1000" e "se eu pudesse eu rosnava 1000", todos gravados no cd "Cabra-home". "Cabra-home" vendeu cerca de 16 cópias na sua primeira edição. Chali, Roque e Pãcs não desistiram e começaram a procurar a fórmula de voltar no tempo, para incluir no cd o hit "se eu pudesse eu vendia 1000". A vida dos três seguiu baseada em vodka, café, ternos de veludo, pantufas, e corridas no milharal por algum tempo. Até que, numa manhã gelada de Outono, Chali viu que a bandeirinha de sua caixa de correio estava levantada como um falo ereto e úmido. Correu muito para ver o que tinha, mas novamente caiu no sono. Em seus sonhos, caído na calçada, ao lado da caixinha de correio, ele via mandiocas dançando em volta de um envelope, enquanto cantarolavam desafinadas “Que será!? ... Que será!? ...“