28 Libras
Enquanto andava pelas ruas, Chali recordou-se do trecho da carta mandiocal em que estava escrito: "Caso você compreenda e aceite seu destino, peide muito e nós entenderemos. Esse será o sinal." Ele realmente estava disposto a peidar e pensou: “preciso peidar como se eu realmente precisasse peidar peidos flatulentos.” Chali, como sempre foi muito cagão, achou que sua missão seria fácil. O que era um peido para quem cagava litros e mais litros de merda pura e quente? Porém, de alguma forma, o orifício negro de Chali se recusava a abrir-se para o universo num ato de liberação gasosa, entrando assim num estado de reclusão total e absoluta. Chali começou a suar. Suava tanto que seu corpo esguichava jatos latentes de suor. O nervosismo tomava conta dele como se fosse a primeira vez em que Chali comia manteiga de cacau na vida. Chali estava molhadinho. Molhadinho como a vagina pura de uma virgem que está experimentando pela primeira vez as carícias nas regiões erógenas de seu corpo. E tudo aquilo estava sendo alucinante para seu estômago e pâncreas. Era muita angústia para um simples peido. Chali apelou para a segunda opção, enganar as mandiocas. O inocente Chali correu para um canto escuro e se agachou olhando para os lados, imaginando que podia enganar as Mandiocas-Galáticas como num jogo de pique-esconde. Colocou sua mão em forma de concha em baixo do seu sovaco úmido e deleitou-se a fingir peidos mágicos. O cheiro não era de cocô, mas sim de um amontoado de abóboras suadas. O céu ficou turvo. Chali ouviu mugidos vindos dos céus. E foi do céu que saiu um moleque nu e com cor de cuia, gritando: "NANANINANÃÃÃÃÃÃO CHALIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII", envolta do assustado, e agora envergonhado Chali. Chali urrou. Não estava tentando peidar, mas sim, emitir gases falsos. agora ele tentava ludibriar as mandiocas lindas comprando um CD de peidos. E assim, Chali pôs-se de quatro para fazer playback cover de peidos. Estranhamente, ao invés de o CD tocar o som dos peidos, alguém, que parecia ser um padre, pelo sotaque italiano, falava "Não!" e "Espiriti Santi!" intercaladamente e repetidamente pela eternidade. Chali estava acabado. Suado, fedendo granja com repolho e, além do mais, humilhado. Pior do que fingir com o sovaco que peida, é se vangloriar do peido dos outros. Não havia mais solução. Chali estava com todas as células do seu corpo chorando e vomitando, num coral de cera de ouvido mágico e matusaleneano. Chali deixou de fraquejar, e pôs-se a fazer de tudo para peidar peidos dele mesmo e próprios de seu ser que era ele. Invadiu, então, uma venda e comeu todas as cabeças de repolho e todos os ovos do mundo que existiam naquele pequeno mundo que era a venda onde o mundo estava naquele momento. No mesmo instante, o repolho começou a fermentar no estômago de Chali. Chali pulsava de alegria com a luz do universo. Começou a urrar selvagemente com seu cú “Vou peidar! Vou peidar seu velho filho de uma puta desgraçado! Cadela no cio! Peida filho da puta! Peida!" Mas seu cú se negava, e estava decido a não peidar. Chali sabia disso, afinal o cú era dele, e eles se conheciam de longa data. Então Chali sentou-se sobre uma urtigueira. Ali se pôs a meditar até atingir o nirvana, e conseguir conversar psicologicamente com seu próprio cú. Foi um momento mágico! "Pô cuzinho, por que você não peida? Sempre te tratei do melhor grado. Você sempre cooperou comigo. Peida caralho!" Antes de prosseguir com o diálogo, devo ressaltar que o cú de chali era o ser mais culto do universo. Disse ele: "Ó, meu caro, me carregaste a vida toda, e nunca neguei-te nada. Mas cheguei a um ponto, em que a fadiga me consumiu." Chali, com toda a vergonha do mundo, tentou seduzir o cultíssimo ânus para o seu mundo de sentimentos e bergamotas. "Cú, pare de fazer biquinho. Peide, só uma bufinha." Chali olhava para o cuzão e sentia água na boca. Não se sabe por quê, mas sentia muita água na boca. "Meu amigo, sabes bem que as mandiocas escreveram, 'peide muito' e não 'solte uma bufinha'. Posso soltar gases magnificamente barulhentos e fétidos se quiseres, afinal, antes de meu amigo és meu amo, e devo obedecer tuas ordens. Porém, esta custará a minha vida. Tu terás que defecar, soltar gases e similares pela boca pelo resto da vida. Se é isso que queres, estou pronto! Só peço que me acaricie amorosamente pela última vez!" Chali estava indeciso. Colocou o dedinho na boca e chupou-o, buscando inspiração. Mas antes de sucumbir ao universo vomitante excremental, tentou o último truque. Chali foi a um posto de gasolina, enfiou a bomba de encher pneus em seu cú e calibou 28 libras. Sim, ele conseguiu. Além de reavivar seu cú com a refrescância daquele ar, derrubou casas e jogou búfalos a quilômetros de distância! Esse fenômeno ficou conhecido como "as montanhas rochosas movidas por abacates líberos de futvolei". Afinal, porque os líberos de futvolei não estariam ali naquele momento, certo? Chali peidara tanto que ficou sem ar, e mesmo após cumprir sua missão, seu cú frouxo continuava a soltar cuspidelas de gás fervente. O desmaio que procedeu o peido foi inevitável. O desmaio de Chali foi imenso. Nunca tinha desmaiado tão desmaiadamente antes. E seu cú culto, após jorrar litros e litros de gás uniforme, sucumbiu a uma inflamação das pregas. Mas o importante é que comunicado tinha sido dado. Enquanto estava desmaiado, Chali teve incontáveis delírios com polentas pulando de pára-quedas, e carpas jogando poker. Mas o que ficou marcado em sua memória foi a cena de Packers vestido de defunto, de quatro, no topo da pirâmide de Gizé, batendo na bunda com uma pamonha. Nos pés da pirâmide estavam Roque e Pãcs tocando incontrolavelmente. E o bumbo da bateria de Roque era um relógio, no qual os ponteiros andavam ao contrario. Mesmo inconsciente, Chali se perguntava: “Que será?”

Mais uma contribuição do ilustríssimo Sr. R. C.
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